Jornal Valor Econômico
Gilberto Nagai
02/08/2011

 

comprar acoes

Ninguém discorda que uma das principais estratégias para quem quer fazer dinheiro em bolsa de valores é comprar na baixa e vender na alta. Na prática, porém, o que mais se vê é justamente o contrário.

 

A maioria das pessoas entra quando o mercado já está no pico, com pouco ou nenhum potencial de valorização, e evita as ações nos períodos de baixa. Esse comportamento é antigo e, por mais que os consultores e gestores orientem, não são muitos os investidores que se aventuram a entrar em momentos como o que estamos vivendo. Mas seria agora uma boa ocasião para aplicar em ações? A resposta é sim.

 

Apesar das perdas acumuladas no mercado de ações e do cenário indefinido, especialmente no exterior, a economia brasileira segue com fundamentos bastante sólidos, as empresas estão gerando lucros consistentes e o país continua a atrair capital estrangeiro.

 

A recomendação de se investir em ações deve, porém, levar em consideração algumas premissas. O primeiro ponto que deve ser analisado é o perfil do investidor. Em vários sites encontram-se testes que podem ajudar a identificar o perfil (conservador, moderado, arrojado ou agressivo) e sua propensão ao risco.

 

Por melhor que seja a perspectiva da bolsa, o mercado acionário é volátil e sujeito ao imponderável e nem todas as pessoas suportam essas características. Se for para comparar dia a dia a performance da bolsa com a de renda fixa e sofrer com isso, é melhor ficar fora. O investidor precisa ter consciência do risco que quer correr assim que começa a investir.

 

Depois do perfil, é preciso avaliar o horizonte do investimento. Para o dinheiro que será utilizado no curto prazo, daqui a poucos meses, o mercado de ações não é indicado. Com a trajetória de juros no Brasil em ritmo ascendente, o risco, especialmente neste momento, não compensa. Só se deve investir em renda variável quantias que serão utilizadas no médio e longo prazo (de preferência sem data definida de resgaste) e que não coloquem em risco a situação financeira.

 

Definido o perfil de risco e horizonte do investimento, determine que percentual do patrimônio será investido na bolsa e comece a comprar as ações gradativamente. Muitos me perguntam por que comprar gradativamente e não deixar para fazer isso quando a tendência de alta estiver mais definida. Simplesmente, porque é muito difícil encontrar o ponto de inflexão da bolsa, quando já chegou ao fundo do poço.

 

Como o mercado de renda variável é muito volátil, às vezes, em meio ao vaivém, a tendência se delineia e, quando o investidor percebe, já passou o ponto de comprar ou de vender. Comprar gradativamente permite que o investidor adquira as ações a um preço médio que, se não for o melhor, também não será o pior.

 

O mercado de ações oferece oportunidades fantásticas de lucro, mas nunca podemos nos esquecer da sua natureza de risco. Por mais que se tente, ninguém nunca consegue ganhar em 100% das vezes. O importante é manter sempre o investimento inicial que foi traçado e ter disciplina de permanecer fiel ao foco. Para o gestor, o grande desafio é convencer os investidores de que não se deve mudar muito a estratégia, diante de cenários negativos.

 

Outro ponto a destacar é a escolha das ações. Para quem não tem familiaridade ou tempo para acompanhar o mercado, o melhor é optar por um fundo de ações, em que uma equipe especializada estará focada só nisso. Se for para entrar diretamente no mercado, olhe com critério os fundamentos da empresa, as projeções para o seu setor de atuação e também o seu potencial de pagamento de dividendos (às vezes, a valorização da ação não é expressiva, mas a distribuição de dividendos compensa).

 

Hoje, nos segmentos de varejo, saúde, educação, há empresas com ótimas perspectivas de desempenho. E vale lembrar que quando o cenário é favorável para as ações a rentabilidade é superior aos investimentos em renda fixa e melhor do que a poupança.

 

E não se deixe contaminar pelo pessimismo das pessoas (e nem pela euforia, nos períodos de alta). Racionalidade, nesse mercado, é fundamental; a história mostra que o mercado funciona em ciclos. Todo período de baixa é seguido por uma temporada de valorização – e vice-versa. O que varia é o tempo em que isso acontece.









Em 15 dias, médico do trabalho encontra emprego

Especialista afirma que internet facilitou contato entre ele e empregador.

Da Redação

Fonte:Empregos.com.br

Ronaldo

A idade não foi empecilho para Ronaldo Ferreira de Carvalho Paço, especialista em medicina do trabalho, conquistar a vaga de emprego que procurava. Aos 60 anos, Paço cadastrou-se no Empregos.com.br e 15 dias depois recebeu o telefonema do atual empregador.

 

“Não enviei muitos currículos, acessava o site de dois em dois dias”, diz o médico. Ele atribui a rapidez da contratação à falta de especialistas em sua área de atuação e à eficiência da equipe Empregos.com.br. “É um site bastante prático, objetivo e bem estruturado. A facilidade de contato com o proponente de vagas é muito boa.”

 

Paço atua na Viação Gato Preto, transportadora instalada na zona leste de São Paulo que conta com 1.600 colaboradores e 400 veículos. Há mais de três meses na empresa, ele afirma que a internet é ferramenta facilitadora na busca por emprego.

 

“Para profissionais de nível médio existem outros recursos. Agora, para quem já tem nível superior é fundamental. As vagas são específicas e fáceis de serem localizadas.”

 

O médico do trabalho dá uma dica para chamar a atenção do recrutador no meio digital. “Seja direto no tipo de vaga que procura para facilitar o contato.”

 

Paço fala ainda da importância de saber se comportar em uma entrevista de emprego. “Existe muito aquela história do candidato preparado. Para mim, o importante é saber vender as competências e jamais tentar apresentar aquilo que não conhece ou domina.” 

 

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O planejamento da trajetória profissional pode ser feito individualmente ou com ajuda de um coach.

Da Redação

Fonte:Empregos.com.br

Dicas para conseguir um up-grade na carreira

O momento atual é de aquecimento do mercado de trabalho. De olho no crescimento econômico, muitas empresas iniciaram novas contratações e estão em busca de novos talentos. Nesse contexto, investir na profissão, a fim de dar um upgrade no perfil profissional, pode garantir ótimas oportunidades. Para auxiliar neste processo, a Projeto RH, consultoria especializada em Gestão de Pessoas, apresenta os principais passos para atingir o sucesso profissional.

 

"Quando se fala em desenvolvimento profissional, o primeiro passo é identificar aonde se quer chegar. Muitas pessoas, às vezes, se confundem com os caminhos para alcançar o sucesso e perdem o foco, que deve nortear toda a atitude profissional", afirma Eliane Figueiredo, diretora-presidente da Projeto RH.

 

De acordo com a especialista, após a identificação do objetivo, é necessário pontuar quais os caminhos possíveis para se chegar lá. Nessa etapa, vale avaliar cursos de graduação, especialização ou MBA que auxiliem no crescimento, com vistas à área em que o profissional pretende atuar.

 

Cursos de idiomas e experiências no exterior também podem ser contemplados nesse planejamento, bem como formas de relacionamento com profissionais de outras áreas ou empresas e networking, com o objetivo de ampliar a bagagem do colaborador e seu conhecimento sobre o mercado.

 

Porém, se o profissional tiver dificuldades para planejar sua trajetória, existe um especialista que pode auxiliá-lo no processo: o coach. "Ele ajuda no 'como' chegar ao objetivo, como melhorar e otimizar os procedimentos diários no trabalho. O processo de coaching foca no desenvolvimento de competências, a partir de ações e mudanças simples. Por exemplo, ajuda a tornar o profissional mais organizado, a delegar tarefas, a interagir e a se relacionar melhor com toda a equipe de acordo com as suas dificuldades. O processo é conduzido de acordo com a necessidade de cada pessoa, levando em conta seus objetivos e suas dificuldades", explica a diretora.

 

Segundo Eliane, o processo ajuda profissionais que precisam reformular o comportamento diário, para dar uma guinada na carreira. Ele pode ser feito por iniciativa da empresa em que a pessoa está, como uma aposta de crescimento na organização. Dessa forma, o acompanhamento de um coach tem como objetivo desenvolver as competências ideais para a companhia, capacitá-lo para enfrentar novos desafios e, eventualmente, prepará-lo para assumir outras posições.

 

Neste tipo de processo, os profissionais são estimulados para o autoconhecimento, identificando os pontos fortes e aspectos  a melhorar. São considerados ainda os valores e o perfil da empresa para o desenvolvimento de um plano profissional e de um caminho a ser trilhado, com maior sinergia entre os vários aspectos envolvidos.

 

O processo de coaching pode ser conduzido tanto por um profissional da própria empresa, quanto por um consultor externo. A vantagem, neste último caso, é a maior liberdade que o indivíduo terá para se manifestar, uma vez que o coach não tem vínculo direto com a empresa. "O coaching pode ser feito em qualquer nível hierárquico ou idade. Geralmente, traz resultados a curto prazo, em até três meses", explica Eliane.

 

Sobre a Projeto RH
A Projeto RH é uma iniciativa da consultora Eliane Figueiredo e foi fundada em 1994. A empresa conta com uma equipe de 32 profissionais em São Paulo e quatro no Rio de Janeiro que atuam em recrutamento e seleção, hunting e mapeamento de mercado, programas de trainee(s) e estagiários, capacitação, análise de performance, programas de desenvolvimento, além de recrutamento e avaliação de pessoas com deficiência (PCD).

 

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7 recomendações para construir uma imagem positiva na internet e atrair os recrutadores.

Por Rômulo MartinsPor Rômulo Martins

Fonte:Empregos.com.br

Como se comportar nas redes sociais

Já se imaginava, mas agora é certo. Os recrutadores olham sim o perfil online dos profissionais que buscam emprego. E é bom tomar cuidado. Pesquisa realizada pela Robert Half, empresa de recrutamento especializado, revelou que segundo 44% dos recrutadores brasileiros aspectos negativos nas redes sociais seriam suficientes para desclassificar um candidato no processo de seleção.

 

“O entrevistador não se pauta por algo isolado, mas une diversas informações a respeito do candidato. A rede é um espaço público”, lembra Marisa Silva, consultora da Career Center. Ao Empregos.com.br a consultora elencou sete pontos fundamentais para você construir uma imagem positiva no ambiente digital e chamar a atenção dos recrutadores. Confira.

 

1. Em redes profissionais, fale de assuntos profissionais
Se você possui conta em uma rede social voltada a profissionais, como o Linkedin, o relacionamento entre os contatos deve ser pautado pela formalidade. “Não fale de sua vida pessoal”, dispara Marisa. Nesse caso, até a imagem de perfil deve ser adequada ao formato da rede.

 

2. Coloque fotos ‘saudáveis’
As imagens publicadas nos perfis podem revelar hábitos saudáveis ou reprováveis. Segundo Marisa, é interessante publicar fotos de viagens, festas ou de momentos com a família. Mas evite imagens de cunho jocoso, como fotografias de poses sensuais. Pega mal.

 

3. Ao abordar o ‘amigo’ tenha bom senso
Apresente-se antes de enviar convites para se conectar com outras pessoas. É de bom tom explicar de onde conhece o contato ou quem o indicou. Jamais peça emprego. Aproveite o espaço para trocar informações sobre sua carreira e o mercado de trabalho.

 

4. Dê opiniões construtivas
Interaja e posicione-se sobre os temas discutidos entre os seus contatos, propondo sugestões para a problemática. Mas evite participar de grupos polêmicos, que aludam à discriminação ou violência. “É preciso tomar cuidado com opiniões muito radicais”, sinaliza a consultora Marisa Silva.

 

5. Preserve-se
Não precisa falar sobre todos os seus passos nas redes sociais. Ficar a todo o momento no Twitter, Orkut ou Facebook descrevendo a sua rotina é desinteressante e pouco criativo. Se isso for inevitável para você, selecione o nível de privacidade desejado em seu perfil.

 

6. Crie a sua identidade online
Fale de coisas que interessem a você e possam interessar aos outros. Isso aumenta as chances de interação entre os contatos e proporciona a troca de informações. “Se você gosta de vinho divulgue notícias sobre vinhos. Essa postura poderá influenciar as pessoas positivamente”, sublinha Marisa.

 

7. Não fale mal de pessoas ou empresas
Falar mal do ex-chefe, colega de trabalho ou das empresas nas quais atuou é pecado mortal. Muito provavelmente mina a sua continuidade em um processo seletivo – caso o recrutador flagre essa conduta. Além disso, é uma atitude antiética. O melhor a fazer é ceder à tentação.  

 

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Objetividade é característica mais recomendada por consultores na hora de responder as perguntas feitas pelos recrutadores.

Por Rômulo Martins

Fonte: Empregos.com.br

Entrevista por telefone enfoca perfil técnico

Você já foi convidado a falar sobre suas experiências e expectativas profissionais via telefone? Se não, prepare-se. Qualquer profissional que busque emprego pode receber ligações do recrutador. Consultores explicam que a entrevista por telefone é feita para averiguar o perfil técnico do candidato. Portanto, qualquer contradição entre o que foi escrito no currículo e o que é falado ao telefone mina a continuidade do profissional no processo de seleção.

 

“O principal objetivo da entrevista por telefone é fazer uma triagem inicial para verificar se o candidato atende ao perfil básico da oportunidade em questão. Averigua-se formação, domínio de idioma, experiência requerida, pretensão salarial”, afirma Tais Targa, especialista em Entrevista do Empregos.com.br e manager partner da TTarga Career Consulting.

 

Objetividade e interesse pela vaga de emprego
Ao receber o telefonema do recrutador a recomendação é certificar-se da privacidade para conversar. Dada a impossibilidade sugira um horário e telefone. “Deve-se inclusive evitar prolongar o assunto caso esteja no trânsito, trabalho ou em locais públicos. O ambiente barulhento tira a atenção do entrevistado e interfere na avaliação do recrutador”, diz Tais.

 

Outra orientação é responder as perguntas com tranquilidade. “Objetividade é fundamental”, destaca Margot Nick, manager da Kienbaum Brasil, consultoria de recursos humanos. Ela avisa que é preciso ser honesto acima de tudo. “Mesmo que o candidato não tenha o perfil para a posição atual, talvez possua experiência ou conhecimentos que interessem ao recrutador. É de bom tom atendê-lo com cordialidade e atenção.”

 

É importante demonstrar ainda interesse pela vaga. De acordo com Tais Targa, o candidato também pode fazer perguntas. “Pode perguntar qual é o salário e benefícios oferecidos e os principais desafios da oportunidade”, aponta. Questionar sobre a empresa – caso não a conheça – é igualmente recomendado, ressalta Margot Nick.

 

Fatores de eliminação
Uma das razões de eliminação na entrevista por telefone, segundo Tais, é a falta de fluência na língua inglesa. “Alguns headhunters (caçadores de talentos) fazem determinadas perguntas em inglês. Quando o profissional não consegue se comunicar por telefone é automaticamente eliminado. Outro exemplo de eliminação está relacionado à pretensão salarial do profissional.”

 

Margot ressalta que a não disponibilidade para mudar de cidade ou Estado com a família também é um dos principais motivos de descontinuidade nos processos seletivos.

 

+ perguntas feitas pelo recrutador na entrevista por telefone

  • Fale mais sobre sua experiência profissional.
  • O que está buscando no mercado?
  • Qual é a sua pretensão salarial?

+ perguntas que podem ser feitas pelo candidato

  • Quais os principais desafios da oportunidade.
  • Qual o ramo de atuação da empresa? (caso não saiba)
  • Qual é o salário?*
  • A empresa oferece benefícios?*

*ao fim do contato telefônico

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