Apesar de não haver consenso, parece claro que todos querem viver muito. Mas, diante das mudanças ocorridas na sociedade, parece-me que mais importante do que viver muito é viver bem, com qualidade de vida e saúde. A pesquisa anual do IBGE sobre mortalidade e expectativa de vida mostra que os brasileiros tiveram aumentada sua expectativa de vida. Em uma década, ela passou de 69 para 72 anos.
Trata-se de um claro sinal de melhora em muitos aspectos, com avanços consideráveis nas áreas sociais, econômicas e médicas – principalmente na última década. Se por um lado a noticia é animadora, por outro nos leva a uma reflexão indispensável: do ponto de vista financeiro, como os brasileiros estão se preparando para viver mais? Ou não estão?
Sem pensar muito, respondo que infelizmente não, não estão. A grande e esmagadora maioria não parece nem ao menos disposta a entrar nessa discussão. Um número grande de cidadãos parece contente com a expectativa de “subsistir” à base de uma Previdência que, hoje em dia, já é deficitária e insuficiente para garantir a vida com qualidade. Poucos tem disciplina para, desde já, dedicar parte de seus investimentos[bb] para o longo prazo.
Já falamos anteriormente de pesquisas que apontam que apenas 1% dos aposentados vivem de forma plena, sem ter que continuar trabalhando ou depender da caridade de amigos ou parentes.
Planejamento: a arma de sempre
Eu penso em conquistar a aposentadoria todos os dias, economizando e, principalmente, planejando o meu futuro e aonde quero chegar. Ai encontro outro engano comum: considerar a aposentadoria como uma época de baixa produtividade, onde o dia consiste em permanecer no sofá assistindo TV[bb]. Se esse for seu ideal de aposentadoria, melhor rever seus conceitos.
Vivendo mais, o aposentado pode e deve compensar o período de muito trabalho com viagens, dedicação a projetos pessoais, atividades sociais, a cultivar um hobby, doar mais tempo aos netos e pessoas queridas da família, a colaborar com a sociedade etc. O aposentado financeiramente independente faz só o que gosta, mas está longe de estar parado.
Qualidade de vida e poder de escolha
E para que as atividades acima sejam concretizadas, (guardar) dinheiro é fundamental. É claro, se você for uma pessoa de muita sorte, pode passar a vida toda arriscando a aposentadoria e não ver muitas diferenças. Mas a probabilidade de isso acontecer é pequena, bem pequena. Sorte é importante, mas prefiro usá-la de maneira diferente, através de meu esforço próprio e não na base da loteria. Prefiro “correr atrás dela” a esperar que ela venha em um “bilhete” premiado.
Seja mais agressivo em torno de seus pensamentos sobre o futuro. Ele chega. Por mais que tenhamos mais tempo para viver, não podemos deixar para amanhã ou depois as atitudes que precisamos tomar agora. Faça, atualize seu orçamento financeiro e cumpra-o. Chega da promessa antiga de que a partir de segunda-feira você iniciará seu controle. É hora de agir!
Quando você vai querer se aposentar?
No meu caso, a partir dos 55 anos quero trabalhar apenas por prazer! Ufa, felizmente posso falar que já trabalho por prazer. Mas, a partir dos 55 anos quero fazer exclusivamente o que minha vida de aposentado permitir. Isso porque hoje o trabalho[bb] ainda consome grande parte do meu tempo; quando me aposentar, a diversão virá em primeiro lugar, coisa que apenas a independência financeira poderá me propiciar.
Não tenha medo do futuro
Viver intensamente os próximos anos é a melhor garantia de que estarei bem quando me aposentar. Nas próximas décadas, a expectativa de vida aumentará ainda mais – ela ainda é baixa se comparada a muitos países desenvolvidos ou em desenvolvimento com características semelhantes.
Estarei tranqüilo e não viverei na expectativa e luta por aumentos irrisórios (e que não virão) na Previdência Oficial. Tive a chance de valorizar e implementar a educação financeira em minha vida, e tudo se modificou. A nova geração, público predominante deste blog, tem a chance de transformar também sua vida. Absorva, coloque em prática e compartilhe esse conhecimento. E tenha uma vida longa e rica. Sucesso!
A economia do PGBL geralmente não compensa: para pagar menos IR, você precisa completar aportes com uma quantia adicional de recursos.
Ao final de cada ano os brasileiros são lembrados de forma mais intensa pelo sistema financeiro sobre a possibilidade e as vantagens da adesão a um plano de previdência privada (normalmente os chamados PGBL), capaz de beneficiar os cotistas com um menor pagamento de Imposto de Renda (IR), caso façam sua declaração de imposto de renda de forma completa. Nosso entendimento é que a falta de conhecimento dos investidores sobre o funcionamento destes planos implica, geralmente, uma má decisão de investimento. Poucos investidores percebem, por exemplo, que para se beneficiar de um menor valor de IR (um dos principais argumentos para investir num PGBL), é preciso complementar mensalmente um valor muito superior ao da esperada redução de IR – em outras palavras: para reduzir o IR, você precisa aplicar uma quantia maior que a economia em impostos.
No resgate do PGBL, você pagará IR sobre o valor investido + ganho, enquanto num fundo de ações o IR é de 15% apenas sobre ganho.
O problema fica maior à medida que a tributação sobre os saques nestes fundos PGBL é feita não apenas sobre os ganhos obtidos com a aplicação, mas sim sobre todo o valor existente (valor aportado mais ganhos). Ou seja, quando você resgatar seus recursos, pagará IR sobre todo o valor que aportou e também sobre os ganhos. De forma clara: você pagará IR no futuro não apenas sobre o valor do “benefício” de IR (aquele valor que deixou de pagar na declaração de IR atual) mas também sobre os aportes complementares que você precisou fazer para se habilitar a um PGBL, bem como os rendimentos auferidos no período (a tabela de IR dos PGBLs é variável, com um mínimo de 10%, após 10 anos de contribuição). Detalhe importante: se você não precisasse realizar aportes complementares para o PGBL, em valores que não lhe proporcionam qualquer economia na declaração de IR, e investisse estes valores em aplicações de renda fixa ou renda variável, você só seria tributado sobre os ganhos, não sobre o valor total aplicado. Por conta disso, atenção: ao resgatar recursos de um PGBL, seu imposto incidirá sobre todo o valor, diferente do que ocorre em praticamente todas as demais aplicações.
Investindo em ativos de renda fixa, apesar do foco no longo prazo: Retorno dos fundos de previdência provém em grande parte dos juros.
Como a grande maioria dos fundos PGBLs concentra seus investimentos em ativos de renda fixa, o retorno bruto destas carteiras se aproxima muito da rentabilidade dos juros básicos (taxa Selic). Como a tendência de médio e longo prazo para os juros é de queda, não se pode esperar retornos significativos destes fundos no futuro, mantida a atual estratégia.
Ações são a melhor alternativa de investimento para o longo prazo. Retorno do Geração Programado FIA é superior ao dos PGBLs*.
O investimento num fundo de ações como o Geração Programado FIA proporciona aos aplicadores a oportunidade de se beneficiar do crescimento do desempenho de selecionadas empresas brasileiras ao longo dos próximos anos, período em que as expectativas apontam para um forte crescimento da economia brasileira, que por sua vez será acompanhada de uma natural redução das taxas de juros – o melhor cenário para o investimento em ações. Ressalte-se que a comparação de desempenho com os principais fundos PGBLs do mercado aponta vantagem para o Geração Programado FIA (retorno desde o seu início, em maio de 2006), apesar das perdas de 2008, conseqüência da crise mundial.
A ambição de identificar o melhor momento de comprar e vender o Ibovespa ou qualquer ação na bolsa é uma tarefa que pode se provar infrutífera. Ao entrar e sair do mercado, na esperança de conseguir amplificar os retornos acertando quando determinado ativo atingiu o seu piso ou o seu topo – o chamado "market timing" -, o investidor corre o risco não só de vender na hora errada, mas de ficar fora da festa quando há uma recuperação. Ao longo do tempo, a repetição dessa estratégia tende a reduzir ou até anular os ganhos da carteira, conforme mostra estudo elaborado pelo economista Clayton Calixto, da equipe de estratégia da Santander Asset Management, com colaboração do colega Aquiles Mosca.
O levantamento, feito em períodos distintos, teve como ponto de partida o ano de 1999. Numa primeira janela, abrangeu até a fase anterior à quebra do Lehman Brothers , abril de 2008. Uma segunda amostra, também iniciada em 1999, engloba a etapa mais crítica da crise até janeiro de 2009. E, por fim, o intervalo que já inclui o pós-crise, até outubro passado. Nesses três casos, o que Calixto conseguiu identificar foi que na hipótese de estar fora do mercado nos pregões de maiores altas do Ibovespa, o investidor teria minado os ganhos do seu portfólio.
Entre 1999 e abril de 2008, o Ibovespa teve, na média, valorização de 27,87% ao ano. Mas ao se excluir os dez maiores retornos do índice nesse intervalo, a rentabilidade cai para 15,96% ao ano, menos do que o CDI no período, de 16,80%. Subtraindo-se os 20 melhores pregões, a valorização se reduz a 9,83% ao ano; e, tirando-se 30 pregões, o retorno fica restrito a 4,41%, perdendo para a inflação média do período, de 6,81%.
Ao se avaliar o intervalo que se estende até a fase mais avassaladora da crise, janeiro de 2009, o resultado se repete. O Ibovespa teve retorno anualizado de 18,99%, mas ao se excluir os 10, os 20 e os 30 melhores pregões, o retorno cai para 6,04% ao ano, ficando abaixo da inflação média, no primeiro caso, e tornando-se negativo nos dois períodos seguintes, -0,43 e -4,96%.
No pós-crise, nada muito diferente, com o retorno anualizado de 23,11% desde 1999 até outubro transformando-se em 10,61% ao se desconsiderar os 10 melhores pregões; em 4,06% ao se tirar 20; e convertendo-se em prejuízo de 0,96% sem os 30 melhores dias na bolsa.
"Esses resultados são um incentivo às carteiras de longo prazo, fica claro que não adianta ficar entrando e saindo da bolsa", diz Calixto. "Às vezes, é melhor mesmo casar com o ativo, considerando-se a ideia de perpetuidade, ficar com as ações pelo menos por três ou quatro anos."
O estudo de Calixto replica o que os pesquisadores Brinson, Hood e Beebower haviam diagnosticado no mercado americano, para uma janela entre 1989 e 1994. Usando como métrica o S&P 500, eles observaram 1.275 pregões. O retorno anualizado de 10,35% cairia para 4,28% se o investidor ficasse fora dos 10 melhores e o resultado praticamente zeraria (0,14%) ao se excluir as 20 maiores altas.
E não é só o investidor individual que erra a mão. Na literatura internacional, estatisticamente ficou comprovado que só 2% dos gestores conseguem ganhar com o giro. "Isso parece mais sorte do que assertividade", emenda Calixto.
Os gurus da gestão de recursos no Brasil concordam. Dório Ferman, o homem à frente de um dos fundos de ações mais antigos do mercado brasileiro, lidera esse coro. "O ‘market timing’ é a ideia de que num jogo (de forças) você é o esperto perfeito enquanto o consolidado do mercado é o tolo perfeito", diz o dono do Banco Opportunity, que comanda o Lógica II há mais de duas décadas. "Não pode existir esse dom de comprar barato e vender caro sem perder nunca, só acredito em ações que são atraentes em relação à rentabilidade da empresa, descontada a taxa de juros; o relevante em bolsa é o tempo que se tem para esperar e não a hora de entrar e sair."
Ao longo da sua trajetória de 23 anos, US$ 10 mil aplicados no Lógica II se multiplicaram por 130. Para Ferman, a ânsia do curto prazo só gera corretagem, emoção, mas não lucro. "Bolsa é uma opção para se ganhar com muito estudo e paciência." Ele conta que, depois de selecionado um ativo, o desinvestimento só ocorre quando acha que as perspectivas de lucros futuros não são mais suficientes para justificar o preço.
Com os mercados globais interligados e os fluxos de capitais mudando de rota rapidamente tanto mais difícil é fazer "market timing" ou prever eventos como um calote de quase US$ 60 bilhões em Dubai. "Seria necessário controlar tudo o que ocorre nos EUA, na Rússia, na Índia, na China, em outras partes do mundo e isso é impossível", diz o sócio da GAS Investimentos Leivi Abuleac, um dos investidores pioneiros do mercado acionário no Brasil. Quando o investidor toma a decisão de comprar determinado ativo, o ideal, sugere, é que ele programe suas aquisições aos poucos, todo dia 10, por exemplo, e sem ligar para a cotação daquele pregão ou para o humor geral na bolsa. Com tal disciplina, o aplicador tira o fator emoção da sua decisão de investimento e acaba também pegando os piores momentos do mercado e compondo um preço médio a seu favor.
Quem receita isso é dono de uma senhora paciência. Abuleac começou a investir suas economias em ações do setor de telecomunicações em 1968, quando ainda era empresário do ramo têxtil. Aos 18 anos estudava o setor nos Estados Unidos e Japão e três décadas depois tornaria-se o maior acionista individual do sistema Telebrás. Aquilo que lhe custara centavos, durante o arrastado processo de privatização das telefônicas passou a valer US$ 400,00.
Embora na compra o recomendável seja ter em mente um horizonte de pelo menos quatro ou cinco anos, a venda, diz Abuleac, pode ser feita a qualquer momento, "não está escrito que você tem de ficar com a ação". Fatos extraordinários que multipliquem o valor do ativo além do previsto ou quando o caso de investimento não evolui a contento merecem uma revisão. "É como um casamento, você casa com a intenção de ficar uma vida inteira, mas há casos em que um mês depois está separado."
Longe de ter ojeriza pelo "market timing", a diretora da Fator Administração de Recursos (FAR), Roseli Machado, diz que usa a estratégia ocasionalmente, de maneira estrutural, mas não com o intuito de acertar micromovimentos de curto prazo. "No ano passado, por exemplo, no meio de uma baita crise, a escolha foi ficar menos investido, com mais dinheiro em caixa, na intenção de proteger a carteira." No Jaguar, por exemplo, carteira de ações que existe há 12 anos, ela conta que o perfil fundamentalista é que predomina e responde pela maior parte dos resultados. Na média, o portfólio tem um retorno líquido ajustado ao risco (o chamado alfa) de 7% ao ano.
A corretora Geração Futuro sempre indicou as aplicações de forma programada para que seus clientes possam ter o melhor resultado e desempenho.
Eles fizeram uma simulação com uma de suas carteiras (Fundo Geração FIA) mais antigas, que foi criado em 1997, que comprova que a estratégia de poupar pouco mais com regularidade, pode multiplicar, triplicar ou quadruplicar o seu dinheiro, podendo fazer com que você chegue ao tão sonhado primeiro milhão.
O Fundo Geração FIA tem uma rentabilidade de 1.275,23% desde que foi constituído
A simulação mostra aplicações que foram feitas mensalmente desde o inicio do fundo até este mês. Os resultados são mostrados abaixo:
O investidor que aplicou R$100,00 por mês durante doze anos teria hoje na Poupança cerca de R$ 26.001,00, no Ibovespa por volta de R$ 50.589,00 e no Geração FIA R$ 107.172,00.
O investidor que aplicou R$ 500,00 por mês durante doze anos teria hoje na Poupança cerca de R$ 130.005,00, no Ibovespa por volta de R$ 202.356,00 e no Geração FIA R$ 531.790,79.
O investidor que aplicou R$945,00 por mês durante doze anos teria hoje na Poupança cerca de R$ 219.708,45, no Ibovespa por volta de R$ 427.477,05 e no Geração FIA R$ 1.005.084,60.
Com menos de R$ 1.000,00 o patrimônio formado seria de mais de R$ 1.000.000,00.
Não é uma ilusão sonhar com o seu primeiro milhão, basta ser Programado e ter disciplina.
Ganhar dinheiro no mundo virtual se transformou em atividade tão concreta quanto na vida real. É o que acontece no Second Life, o ambiente tridimensional que simula na internet, cenas do cotidiano das pessoas. A versão brasileira existe há poucos meses, mas tem atraído muita gente em busca de diversão e bons negócios.
Rafael Cruz vive em Maricá-RJ, é cineasta, investidor, profissional de marketing, escritor, torce para o Fluminense, adora xadrez e uma boa partida de tênis.
Renda Dinheiro é um site criado em novembro de 2009 com o intuito de trazer informações e oportunidades sobre investimentos, controle financeiro e dicas de negócios.