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4
Jan
Publicado em Investimentos, Mercado de Ações por Rafael Cruz |
A biografia de um dos homens mais ricos do mundo traz conselhos mesmo para quem não tem como objetivo chegar a acumular US$ 1 milhão.
Esta matéria saiu na revista Época Negócios. Irei sintetizá-la, pois vale muito a pena ler o original.

Warren Buffet: segredo do sucesso revelado em biografia
O livro “Bola de Neve”, escrito por Alice Schroeder, é uma biografia sobre o mestre dos investimentos e virou leitura obrigatória entre o pessoal do mercado financeiro. Já coloquei esta obra na minha lista de compras deste mês.
Segundo o livro, o segredo do sucesso de Buffett poderia ser resumido nos seguinte conselhos: invista seu dinheiro em boas empresas que são bem gerenciadas. Reinvista os lucros em outras boas empresas. Nunca pegue dinheiro emprestado. Faça tudo isso e seu dinheiro ganhará em valor.
Sucesso
Mesmo para um multibilionário como Buffett, vale dizer que nem tudo se resume a dinheiro. Ao contrário. “Basicamente, quando você chega à minha idade, você acaba medindo seu sucesso pela quantidade de pessoas que você quer que o amem – e que realmente o amam. Se chegar à minha idade e ninguém pensar bem a seu respeito, não importando o tamanho da sua conta bancária, sua vida é um desastre.”
Derivativos financeiros
“Derivativos são como sexo”, ele disse em 1998. “O problema não é com quem você está dormindo, é com quem eles estão dormindo”. Em 2002, ele conseguiu prever que os derivativos destruiriam o sistema financeiro. Até agora, a maior parte das previsões de Buffett tem sido certeira, o que lhe valeu o apelido de Oráculo de Omaha.
“Círculo de Competência”
Warren Buffett acredita em operar dentro de suas próprias limitações no que ele chama de círculo de competência. Ele criou uma linha imaginária e se mantém atualizado e ativo nas áreas que conhece bem. Ele nunca comprou ações de tecnologia, por exemplo, mesmo sendo um dos maiores amigos de Bill Gates. Ele já disse que simplesmente não entende desse negócio.
Pensamento positivo
Mesmo os maiores conquistadores às vezes precisam voltar alguns passos para colocar as coisas no lugar. Sua mensagem para outros que, como ele, já passaram por isso: não permita que seus momentos menos gloriosos ganhem uma proporção maior do que deveriam. "Se você tem que ir do primeiro andar para o 100° de um edifício e aí tem que voltar para o 98° andar, você vai se sentir pior do que se tivesse ido do primeiro para o segundo andar. Mas você tem que combater essa sensação, lembrando que você ainda está no 98° andar”.
Carreira
Encontre alguma coisa pela qual você tenha um sentimento muito forte. Apenas trabalhe com pessoas que você gosta. Se você tem que trabalhar toda manhã com seu estômago revirando é porque você está no negócio errado.
Dieta
Como seria de se esperar, Waren Buffett faz uma espécie de dieta por números. Muitas vezes ele limita sua alimentação a mil calorias ao dia, mas ele cuida desse total como quem cuida de um orçamento. A ideia central é sua estratégia de afastar a dor da dieta com jejum. “Eu acredito que posso comer um milhão de calorias ao ano e manter meu peso. Então eu posso gastar essas calorias como quiser”. Quando seus filhos eram pequenos, ele assinava um cheque de US$ 10 mil pagável numa certa data se nesse dia ele pesasse mais do que o combinado. Para infelicidade deles, nunca viram a cor desse dinheiro. Ele preferia perder peso a perder dinheiro.
Ideias
Momentos mágicos nos quais tudo fica claro não são o único caminho para mudar tudo na vida e ficar rico. Às vezes, diz Buffett, é possível se dar melhor na vida com uma ideia menos impressionante. "Você pode se dar mais mal com uma boa ideia do que com uma má ideia, ensinou o mentor do bilionário, Bem Graham, “porque você se esquece de que a boa idéia tem limites”.
Cuide de você mesmo
Buffett afirma que nunca fumou e não gosta de álcool. Aos 78 anos, ele é bastante saudável. Em um de seus discursos para graduandos, ele fala como seria se um gênio aparecesse para você aos 16 anos e lhe oferecesse um carro da sua escolha. Só tem uma pegadinha: esse é o único carro que você terá na vida. “Eu leria o manual do carro cinco vezes. E o manteria sempre na garagem. E, se por acaso ele riscasse só um pouquinho, o consertaria na hora antes que começasse a enferrujar. Cuidaria daquele carro para fazer com que durasse a minha vida inteira. É exatamente nessa posição que vocês estão no que diz respeito à sua mente e ao seu corpo”.
O “cartão de pontos interno”
Segundo Buffett, há dois tipos de pessoas na vida: aquelas que se preocupam com o que os outros pensam delas e aquelas que se preocupam em ser realmente boas. Qual delas você é? “A grande pergunta sobre o comportamento das pessoas é se elas mantêm um ‘cartão de pontos interno’ ou um ‘cartão de pontos externo’. Ajuda se você se satisfizer com o cartão interno. Eu sempre olho para isto da seguinte maneira. Você gostaria de ser o maior amante do mundo, mas que todo mundo pensasse que você é o pior? Ou será que você preferiria ser o pior amante do mundo, mas que todo mundo pensasse que é o melhor? Essa, sim, é uma pergunta interessante.”
Lidar com suas deficiências
O bilionário foi muito influenciado pelo livro “Como Ganhar Amigos e Influenciar Pessoas”, de Dale Carnegie, publicado inicialmente nos anos 1930. O livro faz uma lista de 30 regras de comportamento. A primeira: “Não critique, condene ou reclame”. Essa ideia funcionou bem com Buffett, que sempre detestou críticas. Ele chegou a participar de um dos cursos de Carnegie sobre como falar em público. “Não dá para imaginar como eu ficava toda vez que precisava falar em público. Eu ficava tão apavorado que não conseguia, simplesmente começava a vomitar”. O curso foi um sucesso e desde então Buffett faz palestras, discursos e já foi elogiado por sua oratória.
Cultura
Não é um dos pontos fortes da vida de Warren Buffett. Ele disse que nunca se interessou por cultura porque interfere com seu foco nos negócios. Por mais de 30 anos, ele nunca notou o Picasso pendurado em um banheiro na casa de seu melhor amigo, Kay Graham, ex-publisher do jornal “The Washington Post”, até que ele mesmo lhe mostrou.
Amor
Sempre há coisas que o dinheiro não compra. “O problema com amor é que você não pode comprá-lo. Você pode comprar sexo. Você pode comprar jantares em sua homenagem. Você pode comprar panfletos que dizem que você é maravilhoso. Mas a única maneira de conseguir amor é ser amado. É muito irritante se você tem muito dinheiro. Você gostaria de pensar que bastaria assinar um cheque”.
Política
Embora seu pai tenha sido um membro republicano do Congresso, Buffett é um democrata de longa data. Ele apoiou Barack Obama durante sua candidatura. Ele critica o que considera um sistema errado de impostos toda vez que paga menos tributos do que sua secretária.
“Memória de banheira”
Buffett não permite que problemas do passado atrapalhem sua vida. Na verdade, ele disse que sua memória funciona como uma banheira. A banheira está cheia de idéias, experiências e questões que interessam a ele. Quando uma informação não serve mais, pronto: ele puxa o tampão e ela vai embora pelo ralo. Pensamentos negativos ou que o fazem ficar triste são os primeiros a ir pelo ralo, juntamente com tudo o mais que possa distraí-lo de seu objetivo.
Regras para investir
Regra Nº 1: Não perca dinheiro.
Regra Nº 2: Não se esqueça da Regra Nº 1.
Regra Nº 3: Não incorra em débito.
Além deste livro sobre Buffett, também recomendamos outras grandes obras sobre o mestre das finanças, que certamente será uma fonte de conhecimento fantástica sobre investimento no mercado de ações:
O Tao de Warren Buffet;
Como Enriquecer na Bolsa com Warren Buffett;
Investimentos os Segredos de George Soros e Warren Buffett.
13
Nov
Publicado em Mercado de Ações por Rafael Cruz |
Itaú – Expansão do crédito superior ao do sistema financeiro.
O Banco Itaú apresentou um crescimento na carteira de crédito total de 5,7% – superior aos seus principais pares no mercado nacional e acima da média do Sistema Financeiro Nacional, que expandiu 5,4%. O destaque do trimestre foi o crescimento da carteira da Pessoa Jurídica com 6,7% – totalizando R$ 156 bilhões.

O total de sua carteira de crédito atingiu R$ 313 bilhões, 17% superior ao 3T09. Este desempenho aliado ao melhor resultado na tesouraria e à maior recuperação de créditos baixados como prejuízo proporcionou a evolução de 5,5% na margem financeira líquida do Banco frente ao 2T10, totalizando R$ 8,3 bilhões. O índice de inadimplência continuou sua trajetória descendente e atingiu 4,3% da carteira de crédito no 3T10, comparativamente a 4,6% no 2T10 e 5,9% no 3T09 – reflexo da melhora da economia nacional e da qualidade da carteira, que teve uma melhora de 0,3 p.p. frente ao 2T10. As receitas de tarifas e serviços atingiram R$ 4,5 bilhões – 3,5% superior ao 2T10.
No entanto, o banco incorreu em despesas operacionais e administrativas 5,4% superiores ao 2T10 devido à aceleração da conversão de agências do Unibanco para o formato Itaú e ao reajuste dos bancários no 3T10, totalizando R$ 8 bilhões. Com isto, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 3,2 bilhões – 4,2% inferior ao 2T10, impactado por estas despesas pontuais. Para o 4T10 e 2011 o banco sinaliza menores despesas operacionais e administrativas e um ritmo forte de expansão do crédito.
Cielo – Resultados mostram crescimento sustentado, apesar do novo cenário de competição.
A Cielo divulgou os resultados do 3T10 em 3 de novembro, apresentando impactos limitados da nova situação de concorrência no mercado de atuação. A receita líquida apresentou aumento de 23%, para R$1.137 milhões, com elevação de 24% no volume financeiro de transações frente ao 3T09 e queda de 2bps no MDR líquido (taxa cobrada dos clientes).
O EBITDA ajustado com o ganho na operação de antecipação de recebíveis elevou-se 21%, para R$761 milhões, levando a uma margem EBITDA de 66,9%, redução de 1,1 p.p em comparação ao 3T09, motivada principalmente pelo incremento nos custos devido ao aumento de volume, pagamento maior de taxas as bandeiras e maiores despesas com marketing. O lucro líquido da empresa cresceu 23%, atingindo R$ 488 milhões no trimestre, com margem liquida estável em relação à igual trimestre do ano anterior. Neste trimestre a Cielo anunciou parceria com a Caixa Econômica Federal e com o banco Safra, bancos que oferecerão a Cielo como opção de adquirente para seus clientes.
A companhia também firmou parcerias com as bandeiras Amex, Sorocred, Ticket e Policard para aceitar estas bandeiras nos seus terminais. Em agosto, a companhia anunciou a aquisição da empresa M4U, pioneira no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para recargas de celulares e para pagamentos e adquirência por meio de dispositivos móveis, bem como a formação de uma Joint Venture com a Oi, para fortalecer a atuação nesta área.
Gerdau – Números mais fracos no 3T10.
A Gerdau reportou resultados menores em relação ao 2T10. Apesar do crescimento das vendas físicas consolidadas de 0,7% em relação ao trimestre anterior, a companhia sofreu com o aumento das matérias-primas, sucata e carvão, ocorrido no trimestre, sem um reajuste maior nos preços médios dos produtos vendidos.
O CPV por tonelada produzida cresceu 15,5% em dólares, em termos consolidados, impactado principalmente pelas operações da América Latina, América do Norte e Brasil. A receita líquida consolidada somou R$ 8,2 bilhões, recuo de 1,3% em relação ao 2T10. O EBITDA consolidado alcançou R$ 1,3 bilhão, frente aos R$ 1,7 bilhão do trimestre anterior, decréscimo de 27%, e com margem EBITDA de 15,4% (contra 20,7% alcançada no 2T10). O lucro líquido, incluindo participações minoritárias, somou R$ 609 milhões, queda de 29% na comparação com o trimestre anterior.
Na operação Brasil, o incremento das importações de aços longos, durante o trimestre, exigiu da Gerdau a concessão de descontos para certos produtos mais expostos a concorrência externa, como vergalhões e perfis estruturais, evitando perda mais significativa de participação de mercado para o produto importado. Esperamos para o 4T10 a confirmação dos descontos concedidos e menores volumes vendidos totais pelo efeito sazonal do inverno na América do Norte. O atual recuo nos preços das matérias-primas, sobretudo sucata e carvão, frente ao 3T10, evitará um impacto negativo maior nas margens operacionais da companhia no próximo trimestre.
via Anna Carolina Campos
5
Oct
Publicado em Investimentos, Mercado de Ações por Rafael Cruz |
Nota rápida:
As ações subiram 6,6% em setembro, após registrar pior desempenho do mês anterior. Dólar foi o destaque negativo do período, em queda de 3,6%.
Por Flavia Lima

O índice da Bolsa de Valores de São Paulo apresentou o melhor desempenho de setembro, em alta de 6,58% no período. Isso, após registrar o pior resultado de agosto, em queda de 3,51%. Se, em agosto, o desempenho ruim foi explicado pela performance das duas ações de maior peso no índice, também foram elas as responsáveis pela reversão do quadro em setembro. No mês, as ações ordinárias (com direito a voto) da Vale do Rio Doce subiram 11,56%, enquanto as ordinárias da Petrobras apresentaram valorização de 2,74%.
Na outra ponta, o dólar perdeu 3,64% no período – o pior resultado entre as aplicações. Entre os fundos, as carteiras de renda fixa (que investem em títulos públicos e privados) apresentaram rentabilidade entre 0,60% e 0,90% ao mês, assim como os fundos indexados ao Certificado de Depósito Interbancário (oCDI), com igual intervalo de rendimento.
28
Sep
Publicado em Mercado de Ações por Rafael Cruz |
Alô você que é acionista da Vale. Já pode começar a pular de alegria, pois a sua situação vai ficar ainda mais confortável!
Vale propõe dividendos adicional e extraordinário na quantia de US$ 1,5 bilhão.
A Vale informou na última sexta-feira (24/09) que sua Diretoria Executiva enviará para apreciação do Conselho de Administração (C.A) duas propostas de pagamento de proventos complementares – classificados como remuneração adicional e extraordinária de dividendos – somadas, alcançam o montante bruto de US$ 1,5 bilhão.

A proposta de remuneração adicional de US$ 500 milhões será apreciada pelo Conselho de Administração da companhia em reunião marcada para 14 de Outubro de 2010; já a outra proposta de remuneração extraordinária, no valor total bruto de US$ 1 bilhão, será apreciada pelo Conselho de Administração em reunião marcada para 14 de janeiro de 2011.
Caso aprovadas, os pagamentos serão realizados em datas distintas: a) 29 de outubro de 2010 – referente a remuneração adicional e; b) 31 de janeiro de 2011 – referente a remuneração extraordinária. Os proventos propostos de US$ 1,5 bilhão complementam a proposta inicial de remuneração mínima aos acionistas de US$ 2,5 bilhões, anunciado em Janeiro de 2010.
O Conselho de administração da Vale aprovou recompra de até US$ 2 bilhões de ações.
A Vale também anunciou a criação de um programa de recompra de ações de sua emissão para permanência em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento no valor de até US$ 2 bilhões, representando até 5% do número total de ações de cada classe (ON e PN). O programa de recompra terá prazo máximo de 180 dias, iniciando em 24/09/10 e encerrando-se em 22 de março de 2011.
O C.A aprovou também listagem das ações da Vale na Hong Kong Stock Exchange (HKEx).
A intenção da Vale ao ter ações listadas na HKEx, sob a forma de certificados de depósito – Hong Kong Depositary Receipts (HDRs) – utilizando as ações hoje em circulação, é aumentar sua exposição direta ao mercado de capitais asiático, refletindo positivamente na liquidez e na precificação de suas ações.
O processo de listagem das ações da Vale na HKEx depende ainda da aprovação dos órgãos de regulação do mercado de capitais pertinentes (previsto para até o final de 2010).
Remuneração adicional é sustentada por solidez financeira e perspectivas favoráveis.
As condições bastante favoráreis no mercado de minério de ferro (demanda crescente de importações de minério pela China com restrição de oferta global nos próximos dois anos) elevou substancialmente o preço médio da commodity no mercado internacional (+ 144% sobre ’09), resultando em novos patamares de geração de caixa pela companhia.
Com tais condições mantidas nos próximos anos, a Vale deverá aumentar os investimentos em projetos dedicados ao seu crescimento orgânico e ainda manter atrativo retorno de proventos aos seus acionistas – e reduzindo o risco de futuras aquisições pela companhia, com o anúncio dos proventos complementares e plano de recompra de ações.
Vale reforça o compromisso de criação de valor ao acionista.
As decisões refletem o comprometimento da companhia de criação de valor para o acionista , buscando otimizar a alocação de capital, através de programa de recompra de ações e aumento dos proventos, e na ampliação da demanda pelos papéis da Vale, com a listagem das ações na bolsa de Hong Kong, na Ásia.
O total de proventos distribuídos, relativos ao exercício de 2010, poderá atingir até US$ 4 bilhões, significando um atrativo dividend yield (retorno em dividendos sobre valor de mercado no início do ano) de 3% para ’10. Considerado o programa de recompra de ações, a Vale está retornando ao acionista até US$ 6 bilhões, ou, 4,1% do seu valor de mercado atual.
Atratividade da ação é reforçada após anúncios e com a entrega de fortes resultados.
Acreditamos que a companhia divulgará no 3T10 o melhor resultado trimestral da sua história e destacamos a atratividade atual das ações.
Atualmente, a Vale é negociada com um P/L’11 de 7,5x e um EV/ EBITDA’11 de 5,1x – este último com um desconto de 44% em relação ao histórico médio dos últimos cinco anos e desconto de 27% em relação ao patamar de múltiplo de longo prazo (considerando consenso de mercado para mineradoras diversificadas).
22
Sep
Publicado em Investimentos, Mercado de Ações por Rafael Cruz |
Gastar ou investir? Forme uma reserva para seu futuro antes de ampliar seu consumo.
Uma das decisões mais importantes para qualquer investidor é também uma das mais comuns: o que fazer com os recursos financeiros disponíveis?

Ampliar o consumo, adquirindo novos bens ou serviços desejados, ou investir, com o objetivo de ampliar valores, assegurando uma reserva para uso futuro? Indiscutivelmente a decisão mais prudente é privilegiar a construção de uma reserva de recursos financeiros capaz de assegurar no futuro, notadamente no momento da aposentadoria, um adequado padrão de vida e consumo ao investidor. Ampliar gastos no presente, postergando uma acumulação de recursos capaz de assegurar maior tranqüilidade no futuro, satisfaz o desejo momentâneo de consumo.
Todavia, esta decisão dificulta o planejamento financeiro do investidor, pois além de reduzir o prazo para formação das reservas, implica riscos relacionados à redução de sua capacidade futura de poupar e remunerar seu capital. Enfim, quando se trata de investimento para utilização no longo prazo, começar a poupar cedo, postergando os gastos com, parece sempre a melhor decisão.
Por que investir em ações quando poupamos para o futuro: PIB em alta e juros em queda.
As razões para o investidor brasileiro destinar uma parcela importante de seus recursos para o mercado acionário são muitas. A expectativa favorável quanto ao desempenho futuro das empresas e da economia brasileira é uma condição importante e que favorece a valorização das ações – o crescimento de vendas e resultados contribui para a alta das cotações pelos investidores. Ao mesmo tempo, um cenário de crescimento da economia associado à manutenção das taxas de inflação cria condições para a redução dos juros – movimento que já vem ocorrendo ao longo dos últimos anos. Essa redução de juros diminui a remuneração das alternativas de renda fixa, favorecendo a migração de recursos para a renda variável (ações), o que acaba contribuindo para a valorização das ações na Bovespa. Dada a consistência deste cenário futuro positivo para o Brasil, é natural que os investidores não apenas direcionem, mas concentrem no mercado acionário, seus recursos destinados para a aposentadoria futura,. Acumular recursos através das ações, visando o retorno no longo prazo, é uma atitude comum em países que passaram por períodos de crescimento, e será uma realidade cada vez mais comum entre os investidores brasileiros.
Aposentadoria em ações: investir na “melhor hora”, ou poupar sempre que possível?
Aquele investidor que tem disciplina e controle sobre seus gastos, e que privilegia a formação de uma reserva futura de recursos financeiros para aposentadoria concentrada no mercado acionário, é seguidamente demandado a posicionar-se quanto a forma “mais adequada” de gerir seus recursos. Assim, deve o investidor poupar adquirindo ações sempre que possível, ou fazê-lo buscando a “melhor hora”, comprando e vendendo apenas nos momentos que julgar “mais adequados”? Considerando-se todas as variáveis que afetam o desempenho de curto prazo das ações, entendemos ser impossível detectar com sucesso a antecipação dos períodos de alta ou baixa das cotações. Assim, dada a impossibilidade de se obter êxito tentando acertar “os melhores momentos” para se vender as ações investidas, bem como de retornar ao mercado acionário, entendemos que o investimento contínuo em ações proporciona melhores resultados, somando-se ainda os benefícios da disciplina de investir periodicamente – ou de forma PROGRAMADA – que reduzem gastos e facilitam a acumulação.
Acompanhando seus investimentos: atenção para o retorno, composição e transparência.
Obter um retorno adequado para os investimentos em ações ao longo do tempo é fundamental para o sucesso do processo de acumulação de capital visando utilização futura, no longo prazo. Ao mesmo tempo, é preciso estar atento para a composição dos investimentos, evitando empresas com elevado risco operacional, que estejam inseridas em setores ou segmentos de maior risco, e que possam comprometer os resultado futuros das aplicações. Por conta disso, é indispensável exigir transparência e informações amplas do gestor dos recursos, suficientes para o adequado entendimento e compreensão da situação atual e das perspectivas existentes.