A fase da célebre dinâmica de grupo costuma gerar muitas dúvidas e temores nos candidatos. Umas das principais questões que os profissionais se fazem é o que, afinal, os recrutadores observam durante a realização das atividades.
Outra indecisão recorrente diz respeito ao traje a ser usado nesta fase do processo de seleção. O Empregos.com.br consultou a especialista Izabel Failde, autora de “Manual do facilitador para dinâmicas de grupo” (Papirus). Em vídeo, a consultora responde às dúvidas dos internautas.
O que os recrutadores observam
Basicamente características de personalidade e bem genericamente competências técnicas e comportamentais. Por exemplo: comunicação, liderança, saber ouvir, ética, respeito ao outro, compreensão, trabalho em equipe, equilíbrio emocional, iniciativa… são várias características e competências que a dinâmica de grupo proporciona que o selecionador ou facilitador observe em cada uma das pessoas presentes.
Que roupa usar
Eu prefiro o mais clássico. Observe a empresa, faça uma pesquisa sobre ela. Se você conhecer alguém da empresa, troque uma ideia. Se não, vale passar em frente à empresa para observar como é a vestimenta dos profissionais.
Para as mulheres
Saia ou calça. A saia no máximo um dedinho acima do joelho (na horizontal), camisa de manga longa ou curta. Se necessário, um blazer ou um spencer ou um casaco nos dias de frio.
Cuide também dos cabelos, unhas. As unhas devem estar bem feitas, não é necessário esmalte, mas se você é adepta das inovações dos esmaltes, tome cuidado. Verifique se a empresa aceita esse tipo de inovação. Procure um sapato confortável, limpo e engraxado. Bijuterias, acessórios, perfume… de uma maneira comedida.
Não use ou evite
Shortinhos, bermudas, decotes exagerados, tops, regatas… isso não combina nada com processo seletivo. Lingerie aparecendo, roupas muito justas, cores cítricas em qualquer parte da roupa. Talvez, um brinco ou colar para destacar, mas de forma comedida.
Fuja dos saltos estratosféricos, porque nada mais deselegante do que se desequilibrar em um salto.
Para os homens
O costume é calça e blazer. Ou terno: calça, colete e blazer (não há necessidade do terno). Ou uma calça e uma camisa sociais. Na dúvida em usar ou não uma gravata, use. Se antes de entrar na empresa você observar que ninguém usa gravata, você pode retirá-la discretamente.
Não use ou evite
Roupas excessivamente justas. Jeans eu não recomendo. Talvez em uma empresa mais liberal, da área de Marketing, no qual os profissionais são um pouco mais tranquilos na questão da vestimenta. Nesse caso, opte por um jeans com menos lavagem, sem rasgo, sem marcas de jeans usado.
Cuide também do perfume, use comedidamente. Cuide do calçado, das unhas, do cabelo. Evite ainda brincos e tape as suas tatuagens. Você vai ter a oportunidade de perguntar se há alguma restrição em relação ao uso de brincos e tatuagem.
Em relação ao cabelo, evite os exageros. Se você tem um moicano a La Neymar, seria importante que mudasse o penteado para o processo seletivo. Tudo em função de conhecer primeiro a empresa, saber até onde você pode ir, para depois impor o seu jeito. Você vai ser muito melhor recebido agindo assim.
Digamos que você esteja insatisfeito com o trabalho atual. A relação com o chefe não é boa, a remuneração é insuficiente e você não vê perspectiva de crescimento profissional onde está. Será que está na hora de mudar de emprego?
Segundo Elaine Saad, gerente-geral da Right Management Brasil, vice-presidente da diretoria executiva da Associação Brasileira de Recursos Humanos Nacional e especialista em Busca de Emprego do Empregos.com.br, todos os fatores devem ser levados em conta na busca por uma nova oportunidade no mercado de trabalho.
“O profissional deve buscar uma nova oportunidade quando esgotar todas as possibilidades de resolver as questões que o estão deixando insatisfeito dentro da organização.”
Elaine pondera, no entanto, que não se deve mudar de emprego de forma rápida e sem planejamento, apenas como reação de algo ruim que ocorreu na empresa, como desentendimento com o chefe ou insatisfação com a remuneração atual.
“Mudar de emprego significa mudar de problema. Por isso é importante avaliar se o ambiente de trabalho é bom, se o relacionamento com o chefe é bom, e o que pode ser feito para salvar a situação que o deixa insatisfeito. Se for algo muito ruim e você não vir possibilidade de mudança é hora de buscar uma nova oportunidade.”
Planejamento
Ao decidir mudar de emprego é preciso se planejar. Segundo Elaine, o profissional deve entender quem ele é, avaliar o currículo, o que tem a oferecer ao mercado, como poderá ajudar outra organização. “É necessário ainda saber redigir um bom currículo, ter um projeto e um plano desenhado para essa busca.”
Na procura por uma nova oportunidade há que se tomar cuidado também para não prejudicar o emprego atual. Na opinião da especialista, seria ideal ser transparente com o chefe manifestando o desejo de buscar um novo desafio profissional. Mas se a sua relação com ele não é das melhores essa não é uma boa ideia.
“Se o chefe for capaz de compreender que o momento não é bom e você precisa buscar uma nova alternativa de carreira é válido contar. Mas para isso é preciso ter uma boa relação com o chefe. Se não for o caso contar pode ser prejudicial.”
Processo seletivo
Na entrevista de emprego descobrir por que o profissional está à procura de uma oportunidade está no rol das tarefas do recrutador. Segundo Elaine, a pergunta deve ser respondida com honestidade. “Os profissionais de recursos humanos estão absolutamente acostumados com insatisfações. E as organizações estão fazendo um grande esforço para reter talentos.”
Entenda como identificar supostos atalhos para se dar bem no mercado de trabalho; segundo especialista, é preciso estar atento às competências exigidas pelas empresas.
Na semana passada, você acompanhou como um estudante deve escolher a profissão. Agora, o Empregos.com.br ajuda você a identificar os atalhos para se dar bem no mercado de trabalho. Gostar do que faz é um grande passo para ter sucesso profissional, mas não é tudo. Lettícia de Paula Diaz Rey, 23, é estudante do 4º ano de Arquitetura e Urbanismo na USP. Antes de prestar vestibular, pensou em cursar Artes, mas ficou com receio de não conseguir sobreviver apenas de arte. “Percebia que pessoas da área acabavam na sala de aula. Não era o que queria para mim. Escolhi um curso que também está ligado à criatividade.”
Segundo a psicóloga Maria da Conceição Uvaldo, coordenadora de serviços de orientação profissional da USP, entender a lógica do mercado de trabalho é fundamental na carreira, mas há que se tomar cuidado com informações enviesadas. Ela destaca, por exemplo, que a falta de profissionais de nível técnico no país não deve ser motivo de o jovem desistir dos cursos de graduação. “É preciso ponderar que apenas 17% da população brasileira têm nível superior.”
Maria da Conceição esteve na 5ª edição da Feira das Profissões da USP, que ocorreu no Centro de Práticas Esportivas da universidade durante os dias 4 e 6, em São Paulo. A orientadora profissional destaca que ainda que haja uma grande concentração de profissionais de nível superior em algumas regiões, faltam em outras. “É preciso avaliar em qual região você se encontra.”
No ABC Paulista (que compreende as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, na grande São Paulo), região onde estão localizadas grandes indústrias, por exemplo, quem faz curso técnico tem emprego garantido. “E a maior parte deles ganha bem”, aponta Maria da Conceição. “Mas o jovem não deve deixar de fazer graduação apenas por esse viés de mercado”, reforça.
Estágio
Para a orientadora profissional da USP, o jovem universitário não deve se basear apenas no que o professor diz em sala de aula sobre o mercado de trabalho. “É importante conhecer profissionais da área, participar de congressos e palestras que fujam do círculo acadêmico”.
Ela afirma que deixar de fazer estágio durante a faculdade nem sempre é um problema. “Um aluno de Engenharia que estuda em período integral não terá tempo de estagiar e, muitas vezes, a própria faculdade vai lhe proporcionar experiências práticas importantes.”
É o caso de Lettícia de Paula, que estuda Arquitetura e Urbanismo em período integral. Apesar da impossibilidade de estagiar, ela participa de projetos práticos desde o primeiro ano de faculdade. “Inclusive ganhei prêmios nos concursos dos quais participei dentro da universidade em parceria com empresas privadas.”
Por outro lado, em determinadas áreas fechar-se ao universo acadêmico é insuficiente. “Um estudante de Jornalismo de meio período, por exemplo, tem de correr atrás da experiência de estágio, pois faz parte da sua formação acadêmica”, diz Maria da Conceição.
Humildade e comunicação
Segundo a psicóloga, a grande reclamação em relação ao estagiário ou jovem recém-formado é a falta de humildade. “Em geral o jovem chega ao mercado de trabalho muito arrogante. Acha que sabe tudo, que os mais velhos nada sabem e são acomodados”. Para ela, essa postura só prejudica. “Seja humilde e tente aprender com as pessoas que estão no mercado há mais tempo. Tenha paciência, inclusive, com os erros desses profissionais. Isso pode ajudar você a alavancar a carreira.”
A orientadora diz ainda que grande parte dos jovens é carente da competência da comunicação, uma das mais valorizadas pelas empresas. “O jovem não consegue expressar o que sabe e o que pensa; tem dificuldade de formular perguntas. Esse é um dos fatores que mais reprovam nos processos de seleção.”
Atualização constante
A inovação tecnológica e as mudanças socioeconômicas alteram significativamente o mercado de trabalho. Algumas carreiras deixam de existir, outras passam por grandes transformações. Maria da Conceição destaca que é preciso estar antenado ao movimento do mercado.
“É fundamental ler sobre sua área e manter contato com profissionais do ramo para antever as mudanças”, diz a especialista. Ela ressalta que a Internet e as redes sociais vêm para facilitar a pesquisa e o acesso a informações, além de estreitar relações. “As redes sociais são embrionárias, no entanto, já fazem parte da vida profissional.”
Amanda Aline Barbosa, 16, está no último ano do Ensino Médio e quer ingressar em uma universidade no ano que vem, mas ainda não decidiu o curso. Está em dúvida entre Química e Engenharia. “Tenho medo de escolher uma profissão e não dar certo”, desabafa a jovem.
A estudante foi uma das 60 mil pessoas que passaram pelo Centro de Práticas Esportivas da USP entre os dias 4 e 6 de agosto durante a 5ª edição da Feira das Profissões, em São Paulo. No evento teve a chance de informar-se sobre os cursos oferecidos pela universidade, além de assistir a atrações como o “Show de Física” e de participar de dinâmicas de orientação profissional.
Coordenadora de serviços de orientação profissional da USP, a psicóloga Maria da Conceição Uvaldo afirma ser a pesquisa a melhor maneira de o jovem decidir a carreira. “Às vezes o jovem encasqueta com uma profissão sem ao menos pesquisar sobre a área. Quando entra na faculdade tem uma grande decepção.”
Feiras de profissões são uma ótima oportunidade de conhecer um pouco sobre determinadas carreiras, mas há outras possibilidades, ressalta Maria da Conceição. “Existem as faculdades de Psicologia, que oferecem serviços de orientação profissional. Há ainda a Internet, os sites especializados e os próprios profissionais que atuam na área de interesse do jovem, que podem lhe dar informação.”
Autoconhecimento
Também no último ano do Ensino Médio, Eduarda Ila Muniz, 17, diz gostar de Publicidade, porém foi à feira buscar informações sobre o curso de Arquitetura e Urbanismo. “É uma outra opção. Mas também gosto de criar, mexer com mídias.”
Segundo a psicóloga Maria da Conceição, ainda que a pesquisa seja essencial na escolha da profissão, o jovem precisa se conhecer bem para tomar decisões assertivas. “As disciplinas escolares são apenas um fator a ser levado em conta. É importante descobrir ainda coisas do seu interesse, o que o motiva, o que chama sua atenção em uma revista ou na TV, por exemplo.”
Para a psicóloga, ceder à pressão dos pais não é o melhor caminho. “Muitas vezes os pais têm uma imagem da profissão que não corresponde à realidade, pois o mercado de trabalho muda muito rápido. Convide-os para fazer pesquisas de mercado junto com você.”
A orientadora discorda também da ideia de escolher a profissão com base apenas no retorno financeiro ou porque a carreira está em alta. “O problema enfrentado por muitos profissionais está relacionado à concentração.
Em São Paulo, por exemplo, há uma grande concentração de profissionais de nível superior, mas essa não é uma realidade em todo o Brasil.”
O Brasil se prepara para receber uma grande onda de investimentos, empresas, profissionais e turistas estrangeiros. Com a economia em expansão e às vésperas de sediar os dois principais eventos esportivos mundiais – Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas Rio 2016 -, o mercado volta-se ao segmento de Tradução e Interpretação.
Grande parte dos eventos internacionais demanda o serviço de tradução simultânea, uma das atividades desenvolvidas por profissionais da área. Atualmente, o país ocupa o 7º lugar no ranking da Associação Internacional de Congressos e Convenções (AICC). Mas não é só.
Espera-se expansão na busca por serviços de tradução de websites, contratos e documentos oficiais, acompanhamentos de reuniões internacionais, monitoramento de atividades turísticas, dentre outros serviços. AoEmpregos.com.br, Pérsio Burkinski, tradutor e intérprete e diretor-fundador da Millennium Traduções e Interpretações, fala sobre o segmento. Assista.
Apresentação Pérsio Burkinski, tradutor e intérprete e diretor-fundador da Millennium Traduções e Interpretações, é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi para o exterior e “caiu” na carreira de tradutor e intérprete. Como tradutor e intérprete, convidaram-no para fazer um trabalho na Corte de Nova York. Estudou também na Universidade de Piza, na Itália. Ele trabalha com o inglês, italiano e francês.
Perfil do tradutor e intérprete É necessário ter um ótimo conhecimento da língua para a qual está traduzindo e, normalmente, uma formação acadêmica (não necessariamente na área de Tradução e Interpretação). Segundo Burkinski, os cursos de graduação na área de Tradução e Interpretação são interessantes porque proporcionam o conhecimento profundo da língua. Ele ressalta, no entanto, que os profissionais que têm vivência no exterior sabem como é a vida no país, como as pessoas falam e entendem o idioma (expressões) e isso ajuda muito no trabalho do tradutor e intérprete.
Tradutor versus intérprete A tradução é escrita. Em posse de manuais, textos publicitários ou seja lá qual for o tipo de texto o profissional vai traduzir para o inglês, francês, italiano, português. A interpretação ocorre em congressos, conferências, acompanhamentos, feiras etc quando é necessária a presença de um intérprete para a(s) pessoa(s) entender(em) o que o estrangeiro está falando.
Carreira em evidência Segundo Burkinski, a profissão de tradutor e intérprete está em evidência por conta da Copa do Mundo e das Olimpíadas a serem realizadas no Brasil em 2014 e 2016 respectivamente. “O Brasil tem atraído – e vai atrair ainda mais – turistas, empresas estrangeiras que estão investindo no país… as empresas estrangeiras estão participando de licitações por causa das obras para a Copa. O fato de o Brasil estar em evidência – na área econômica – também tem atraído investimento em outras áreas.”
Mercado de trabalho Burkinski afirma existir mercado para todas as línguas, mas no Brasil a necessidade do inglês é muito maior. “Por outro lado é a língua mais concorrida,” sublinha o especialista. “Especializar-se em uma língua, estudar o espanhol, francês, italiano, chinês pode ser um diferencial. Mesmo havendo menos mercado, se você é um bom profissional vai ser reconhecido. O pouco trabalho que houver será direcionado aos bons profissionais.”
Salário O salário inicial é de R$ 2 mil. Mas, conforme Burkinski, a maior parte dos tradutores e intérpretes trabalha como freelancer em agências de tradução. “Isso aumenta a possibilidade de ganhos do tradutor e intérprete. Hoje em dia o profissional que tem uma carteira de clientes e qualidade de serviço ganha R$ 10 mil, R$ 15 mil por mês.”
Dicas Para quem está começando, Burkinski recomenda dedicação no estudo da língua estrangeira e do português. “Boa parte do trabalho feito pelo tradutor e intérprete é para o português.” Ainda segundo Burkinski, é preciso praticar. “Procure fazer trabalhos para os colegas, para os amigos.” O profissional iniciante deve também estar aberto a críticas. “Durante toda a carreira terão muitas críticas em relação ao nosso trabalho. São palavras erradas e a gente precisa ser humilde para aceitar. Faça um glossário.”
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