30 Jun
Ciclo de crescimento torna a Bolsa imbatível no Longo Prazo
Publicado em Mercado de Ações por Rafael Cruz 1 ComentárioEsta notícia saiu hoje no jornal Valor Econômico, assinada pelo jornalista André Ferreira. Achei MUITO interessante e gostaria de compartilhar com vocês. Você concorda com a matéria?
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Economicamente falando, começamos a viver um momento que traz algumas semelhanças com o pós-Segunda Guerra Mundial. Mas quero deixar claro que não desejo e nem posso comparar aqui prejuízos em infraestrutura e, principalmente, em vidas humanas. O que abordo é o cenário em que todos os países se reorganizaram após o fim das batalhas e, cessada a depressão, deram início a um grande ciclo de crescimento, que perdurou dos anos 50 aos anos 70, encerrado pela crise do petróleo.
É para uma situação assim que caminha o mundo hoje. A maioria dos países já sofreu as reformas econômicas necessárias para reinventar o ambiente interno. Outras poucas nações que ainda são focos de problema, como a Grécia, se veem impelidas a fazer o mesmo. E o que vem pela frente é uma nova ordem econômica global.
Dentro dessa nova ordem, algumas nações têm o caminho aberto para conseguir relevância maior, inclusive como protagonista, entre as forças econômicas do mundo, com os Bric à frente. Isso sem esquecer os Estados Unidos, com uma recuperação que ainda causa surpresas pela velocidade e que não serão relegados a um papel menor, ou até mesmo secundário, como chegaram a dizer alguns.
Complementar a essa situação, encontra-se um mercado – também em termos mundiais – um tanto adormecido, com investidores ainda em posição conservadora e esperando caminhos mais claros para investir.
O Brasil tem perspectivas bastante favoráveis, com um mercado (consumidor e investidor) interno robustecido, a exportação de commodities sendo elevada a grande e crescente patamar novamente e dois enormes eventos de repercussão mundial por vir – a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Na história, somente dois países tiveram a oportunidade de sediar em sequência os dois maiores acontecimentos esportivos do globo – que, se devidamente realizados, trazem impactos altamente positivos na economia e sociedade de quem os abriga. Os dois em questão são: México (com os Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 68, e a inesquecível Copa de 70) e Alemanha, que sediou as Olimpíadas de Munique, em 72, e a Copa de 74. Fizeram bom uso dessas oportunidades, consolidando estrutura e economia.
Há de se destacar também o prognóstico político de curto e médio prazos, em que não se vislumbram ameaças às instituições, contratos e democracia no Brasil.
Claro que há uma lição de casa a se fazer, a começar pela realização correta, transparente e pensada para o futuro desses megaeventos esportivos. Também precisam estar em pauta reformas fiscais, trabalhista, previdenciárias e políticas, tão necessárias e comentadas, mas sempre relegadas a um segundo plano por implicarem medidas impopulares para alguns setores.
Enumerados esses fatores, cabe dizer que é muito provável que, a partir de 2012, se tudo correr bem, o país experimente um ciclo de crescimento vigoroso, com duração de pelo menos uma década. Nesse período, o Brasil deve registrar uma média de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5% ao ano – o que significa uma economia 60% maior no início dos anos 2020. As empresas trabalharão mais, lucrarão mais, gerarão mais empregos, aumentando ainda mais o mercado interno e consolidando o ciclo virtuoso.
E o que deve esperar o investidor? Confirmado esse cenário, o investidor verá a bolsa de valores brasileira, que neste ano ainda patina amarrada pela crise iniciada em 2008, refletir o crescimento do país.
Os setores mais propícios a aproveitar a boa desenvoltura econômica são de infraestrutura (uma análise um tanto fácil às vésperas de uma Copa e uma Olimpíada), os bancos, que serão responsáveis pelo financiamento de todo o crescimento – e lucrarão muito com isso – e as empresas de serviços, que acompanham o ritmo da economia.
Sempre tendo o médio e longo prazos como objetivo e o funcionamento da bolsa de valores em vista para não se apavorar com possíveis oscilações e sustos inerentes ao mercado de renda variável, comprar ações ditas conservadoras de esses setores e que paguem dividendos será um investimento imbatível nessa década de crescimento.
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Bráulio Bacamarte
em Julho 5 2010
Artigo muito interessante. Só faz mostrar a importância da disciplina, estratégia e sangue frio.