Guardado na December, 2009



Apesar de não haver consenso, parece claro que todos querem viver muito. Mas, diante das mudanças ocorridas na sociedade, parece-me que mais importante do que viver muito é viver bem, com qualidade de vida e saúde. A pesquisa anual do IBGE sobre mortalidade e expectativa de vida mostra que os brasileiros tiveram aumentada sua expectativa de vida. Em uma década, ela passou de 69 para 72 anos.

Trata-se de um claro sinal de melhora em muitos aspectos, com avanços consideráveis nas áreas sociais, econômicas e médicas – principalmente na última década. Se por um lado a noticia é animadora, por outro nos leva a uma reflexão indispensável: do ponto de vista financeiro, como os brasileiros estão se preparando para viver mais? Ou não estão?

Sem pensar muito, respondo que infelizmente não, não estão. A grande e esmagadora maioria não parece nem ao menos disposta a entrar nessa discussão. Um número grande de cidadãos parece contente com a expectativa de “subsistir” à base de uma Previdência que, hoje em dia, já é deficitária e insuficiente para garantir a vida com qualidade. Poucos tem disciplina para, desde já, dedicar parte de seus investimentos[bb] para o longo prazo.

Já falamos anteriormente de pesquisas que apontam que apenas 1% dos aposentados vivem de forma plena, sem ter que continuar trabalhando ou depender da caridade de amigos ou parentes.

Planejamento: a arma de sempre
Eu penso em conquistar a aposentadoria todos os dias, economizando e, principalmente, planejando o meu futuro e aonde quero chegar. Ai encontro outro engano comum: considerar a aposentadoria como uma época de baixa produtividade, onde o dia consiste em permanecer no sofá assistindo TV[bb]. Se esse for seu ideal de aposentadoria, melhor rever seus conceitos.

Vivendo mais, o aposentado pode e deve compensar o período de muito trabalho com viagens, dedicação a projetos pessoais, atividades sociais, a cultivar um hobby, doar mais tempo aos netos e pessoas queridas da família, a colaborar com a sociedade etc. O aposentado financeiramente independente faz só o que gosta, mas está longe de estar parado.

Qualidade de vida e poder de escolha
E para que as atividades acima sejam concretizadas, (guardar) dinheiro é fundamental. É claro, se você for uma pessoa de muita sorte, pode passar a vida toda arriscando a aposentadoria e não ver muitas diferenças. Mas a probabilidade de isso acontecer é pequena, bem pequena. Sorte é importante, mas prefiro usá-la de maneira diferente, através de meu esforço próprio e não na base da loteria. Prefiro “correr atrás dela” a esperar que ela venha em um “bilhete” premiado.

Seja mais agressivo em torno de seus pensamentos sobre o futuro. Ele chega. Por mais que tenhamos mais tempo para viver, não podemos deixar para amanhã ou depois as atitudes que precisamos tomar agora. Faça, atualize seu orçamento financeiro e cumpra-o. Chega da promessa antiga de que a partir de segunda-feira você iniciará seu controle. É hora de agir!

Quando você vai querer se aposentar?
No meu caso, a partir dos 55 anos quero trabalhar apenas por prazer! Ufa, felizmente posso falar que já trabalho por prazer. Mas, a partir dos 55 anos quero fazer exclusivamente o que minha vida de aposentado permitir. Isso porque hoje o trabalho[bb] ainda consome grande parte do meu tempo; quando me aposentar, a diversão virá em primeiro lugar, coisa que apenas a independência financeira poderá me propiciar.

Não tenha medo do futuro
Viver intensamente os próximos anos é a melhor garantia de que estarei bem quando me aposentar. Nas próximas décadas, a expectativa de vida aumentará ainda mais – ela ainda é baixa se comparada a muitos países desenvolvidos ou em desenvolvimento com características semelhantes.

Estarei tranqüilo e não viverei na expectativa e luta por aumentos irrisórios (e que não virão) na Previdência Oficial. Tive a chance de valorizar e implementar a educação financeira em minha vida, e tudo se modificou. A nova geração, público predominante deste blog, tem a chance de transformar também sua vida. Absorva, coloque em prática e compartilhe esse conhecimento. E tenha uma vida longa e rica. Sucesso!

Fonte: Dinheirama









A economia do PGBL geralmente não compensa: para pagar menos IR, você precisa completar aportes com uma quantia adicional de recursos.


Ao final de cada ano os brasileiros são lembrados de forma mais intensa pelo sistema financeiro sobre a possibilidade e as vantagens da adesão a um plano de previdência privada (normalmente os chamados PGBL), capaz de beneficiar os cotistas com um menor pagamento de Imposto de Renda (IR), caso façam sua declaração de imposto de renda de forma completa. Nosso entendimento é que a falta de conhecimento dos investidores sobre o funcionamento destes planos implica, geralmente, uma má decisão de investimento. Poucos investidores percebem, por exemplo, que para se beneficiar de um menor valor de IR (um dos principais argumentos para investir num PGBL), é preciso complementar mensalmente um valor muito superior ao da esperada redução de IR – em outras palavras: para reduzir o IR, você precisa aplicar uma quantia maior que a economia em impostos.

No resgate do PGBL, você pagará IR sobre o valor investido + ganho, enquanto num fundo de ações o IR é de 15% apenas sobre ganho.

O problema fica maior à medida que a tributação sobre os saques nestes fundos PGBL é feita não apenas sobre os ganhos obtidos com a aplicação, mas sim sobre todo o valor existente (valor aportado mais ganhos). Ou seja, quando você resgatar seus recursos, pagará IR sobre todo o valor que aportou e também sobre os ganhos. De forma clara: você pagará IR no futuro não apenas sobre o valor do “benefício” de IR (aquele valor que deixou de pagar na declaração de IR atual) mas também sobre os aportes complementares que você precisou fazer para se habilitar a um PGBL, bem como os rendimentos auferidos no período (a tabela de IR dos PGBLs é variável, com um mínimo de 10%, após 10 anos de contribuição). Detalhe importante: se você não precisasse realizar aportes complementares para o PGBL, em valores que não lhe proporcionam qualquer economia na declaração de IR, e investisse estes valores em aplicações de renda fixa ou renda variável, você só seria tributado sobre os ganhos, não sobre o valor total aplicado. Por conta disso, atenção: ao resgatar recursos de um PGBL, seu imposto incidirá sobre todo o valor, diferente do que ocorre em praticamente todas as demais aplicações.

Investindo em ativos de renda fixa, apesar do foco no longo prazo: Retorno dos fundos de previdência provém em grande parte dos juros.

Como a grande maioria dos fundos PGBLs concentra seus investimentos em ativos de renda fixa, o retorno bruto destas carteiras se aproxima muito da rentabilidade dos juros básicos (taxa Selic). Como a tendência de médio e longo prazo para os juros é de queda, não se pode esperar retornos significativos destes fundos no futuro, mantida a atual estratégia.

Ações são a melhor alternativa de investimento para o longo prazo. Retorno do Geração Programado FIA é superior ao dos PGBLs*.

O investimento num fundo de ações como o Geração Programado FIA proporciona aos aplicadores a oportunidade de se beneficiar do crescimento do desempenho de selecionadas empresas brasileiras ao longo dos próximos anos, período em que as expectativas apontam para um forte crescimento da economia brasileira, que por sua vez será acompanhada de uma natural redução das taxas de juros – o melhor cenário para o investimento em ações. Ressalte-se que a comparação de desempenho com os principais fundos PGBLs do mercado aponta vantagem para o Geração Programado FIA (retorno desde o seu início, em maio de 2006), apesar das perdas de 2008, conseqüência da crise mundial.







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