Dezembro 4, 2009
O que é Melhor pra Aposentadoria: Fundos de Ações ou Previdencia?
A economia do PGBL geralmente não compensa: para pagar menos IR, você precisa completar aportes com uma quantia adicional de recursos.
Ao final de cada ano os brasileiros são lembrados de forma mais intensa pelo sistema financeiro sobre a possibilidade e as vantagens da adesão a um plano de previdência privada (normalmente os chamados PGBL), capaz de beneficiar os cotistas com um menor pagamento de Imposto de Renda (IR), caso façam sua declaração de imposto de renda de forma completa. Nosso entendimento é que a falta de conhecimento dos investidores sobre o funcionamento destes planos implica, geralmente, uma má decisão de investimento. Poucos investidores percebem, por exemplo, que para se beneficiar de um menor valor de IR (um dos principais argumentos para investir num PGBL), é preciso complementar mensalmente um valor muito superior ao da esperada redução de IR – em outras palavras: para reduzir o IR, você precisa aplicar uma quantia maior que a economia em impostos.
No resgate do PGBL, você pagará IR sobre o valor investido + ganho, enquanto num fundo de ações o IR é de 15% apenas sobre ganho.
O problema fica maior à medida que a tributação sobre os saques nestes fundos PGBL é feita não apenas sobre os ganhos obtidos com a aplicação, mas sim sobre todo o valor existente (valor aportado mais ganhos). Ou seja, quando você resgatar seus recursos, pagará IR sobre todo o valor que aportou e também sobre os ganhos. De forma clara: você pagará IR no futuro não apenas sobre o valor do “benefício” de IR (aquele valor que deixou de pagar na declaração de IR atual) mas também sobre os aportes complementares que você precisou fazer para se habilitar a um PGBL, bem como os rendimentos auferidos no período (a tabela de IR dos PGBLs é variável, com um mínimo de 10%, após 10 anos de contribuição). Detalhe importante: se você não precisasse realizar aportes complementares para o PGBL, em valores que não lhe proporcionam qualquer economia na declaração de IR, e investisse estes valores em aplicações de renda fixa ou renda variável, você só seria tributado sobre os ganhos, não sobre o valor total aplicado. Por conta disso, atenção: ao resgatar recursos de um PGBL, seu imposto incidirá sobre todo o valor, diferente do que ocorre em praticamente todas as demais aplicações.
Investindo em ativos de renda fixa, apesar do foco no longo prazo: Retorno dos fundos de previdência provém em grande parte dos juros.
Como a grande maioria dos fundos PGBLs concentra seus investimentos em ativos de renda fixa, o retorno bruto destas carteiras se aproxima muito da rentabilidade dos juros básicos (taxa Selic). Como a tendência de médio e longo prazo para os juros é de queda, não se pode esperar retornos significativos destes fundos no futuro, mantida a atual estratégia.
Ações são a melhor alternativa de investimento para o longo prazo. Retorno do Geração Programado FIA é superior ao dos PGBLs*.
O investimento num fundo de ações como o Geração Programado FIA proporciona aos aplicadores a oportunidade de se beneficiar do crescimento do desempenho de selecionadas empresas brasileiras ao longo dos próximos anos, período em que as expectativas apontam para um forte crescimento da economia brasileira, que por sua vez será acompanhada de uma natural redução das taxas de juros – o melhor cenário para o investimento em ações. Ressalte-se que a comparação de desempenho com os principais fundos PGBLs do mercado aponta vantagem para o Geração Programado FIA (retorno desde o seu início, em maio de 2006), apesar das perdas de 2008, conseqüência da crise mundial.







